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26.08.08
Catálogo do Salão de Piracicaba tem lançamento nesta quarta

Ilustração do arquiteto Oscar Niemeyer -premiada como melhor caricatura na edição passada- é uma das incluídas no catálogo do prêmio de humor
O catálogo dos trabalhos selecionados na edição passada do Salão Internacional de Humor de Piracicaba vai ser lançado nesta quarta-feira à noite, em São Paulo.
O livro reúne 272 desenhos das cinco categorias do evento: charge, caricatura, tira, cartum e vanguarda.
Esta foi incluída pela primeira vez no salão de 2007. A proposta era englobar obras feitas com recursos novos de linguagem, como os proporcionados pelo computador.
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O único trabalho que ficou de fora do catálogo foi o vencedor da categoria cartum.
Houve uma suspeita de plágio, negada pelo autor, Evaristo Daniel Rodrigues.
O prêmio da categoria foi suspenso pelo então presidente da comissão organizadora do prêmio em 2007, o jornalista Ricardo Viveiros (leia mais sobre o assunto aqui).
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A mostra deste ano do salão terá 332 trabalhos, vindos de 42 países. O número é considerado recorde pela organização do prêmio. São 60 a mais do que na edição de 2007.
A seleção dos mais de dois mil trabalhos inscritos foi feita no último fim de semana (é ético de minha parte registrar ao leitor que integrei a comissão julgadora).
Os temas mais recorrentes nas charges foram sobre meio ambiente e aquecimento global. Nas caricaturas, houve um predomínio da cantora Amy Winehouse.
Nas tiras, o que mais chamou a atenção é que a maioria dos trabalhos inscritos traziam charges, cartuns ou histórias em quadrinhos mais longas, e não tiras cômicas.
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Os vencedores desta 35ª edição do salão de humor serão definidos por uma segunda comissão no próximo sábado à tarde.
Os premiados em cada uma das categorias serão divulgados no mesmo dia na abertura oficial do salão, às 20h.
A cerimônia vai ser no Engenho Central, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo. A entrada é franca.
Além dos selecionados, o ilustrador Orlando Pedroso vai fazer uma exposição sobre seus 30 anos de carreira.
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Cada um dos premiados deste ano recebe R$ 4 mil.
Os primeiros lugares concorrem ainda ao grande prêmio do salão. Um deles, o vencedor, leva mais R$ 5 mil.
Veja -ou reveja- neste link os trabalhos premiados na edição passada do salão.
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Serviço - Lançamento do catálogo de 2007 do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Quando: quarta-feira (27.08). Horário: 19h. Onde: Livraria Sobrado. Endereço: av. Moema, 493, em Moema, São Paulo.
Escrito por PAULO RAMOS às 17h55
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25.08.08
Bá e Moon fazem sessão de autógrafos de obra premiada nos EUA

Capa de "5", premiada como melhor antologia no Eisner Awards deste ano
O prêmio de melhor antologia de 2007 -conquistado no Eisner Awards, a principal da área de quadrinhos dos Estados Unidos- deu uma sobrevida à obra independente "5".
Dois dos cinco integrantes do quinteto de autores -os paulistas Gabriel Bá é Fábio Moon- fazem uma sessão de autógrafos da revista na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro.
"5" havia sido lançada no Brasil em julho do ano passado durante a cerimônia de entrega do Troféu HQMix, o principal do gênero no país.
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O prêmio de melhor antologia foi dividido com os outros três autores: o brasileiro Rafael Grampá, o grego Vasilis Lolos e a norte-americana Becky Cloonan.
A proposta da obra é que cada um dos autores faça histórias biográficas do outro.
Bá e Moon foram representados por Becky Cloonan.
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Os gêmeos Bá e Moon venceram também em outras duas categorias do Eisner Awards, entregue no dia 25 de julho na San Diego Comic-Con (leia mais aqui).
Moon fez os desenhos da melhor história em quadrinhos digital, "Sugarshock!".
"The Umbrella Academy", eleita melhor minissérie do ano passado, tinha arte de Bá.
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Na convenção deste ano, a dupla lançou a revista "Pixu", outra parceria com Becky Cloonan e Vasilis Lolos. A obra é inédita no Brasil.
A dupla brasileira vai ter uma série própria, que será publicada pela Vertigo, selo adulto da editora norte-americana DC Comics (a mesma de Batman e Super-Homem). O nome da revista é "Daytripper".
Vertigo é o mesmo selo que publicou títulos como Sandman, de Neil Gaiman, e Preacher.
No Brasil, Bá e Moon ficaram conhecidos pelos álbuns da série Dez Pãezinhos.
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Serviço - Sessão de autógrafos de "5" e de outras obra de Gabriel Bá e Fábio Moon. Quando: quarta-feira (27.08). Horário: a partir das 20h. Onde: Livraria Dona Laura. Endereço: Casa de Cultura Laura Alvim, av. Vieira Souto, 172, Ipanema, Rio de Janeiro.
Escrito por PAULO RAMOS às 23h48
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24.08.08
Turma da Mônica Jovem vende 57% dos exemplares em uma semana

O primeiro número da revista com a versão adolescente dos personagens da Turma da Mônica vendeu 57% da tiragem nos sete primeiros dias de venda.
A edição de estréia de "Turma da Mônica Jovem", lançada pela editora Panini há duas semanas, teve um lote inicial de 80 mil exemplares.
Com base nos dados preliminares de vendagem, a Panini dobrou a tiragem. Depois, fez nova ampliação e passou para 230 mil cópias.
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A assessoria de imprensa de Mauricio de Sousa teve acesso aos números na última sexta.
Segundo ela, a estréia do número um da revista "Mônica", em 1970, teve tiragem de 200 mil exemplares, inferior à desta nova versão.
A assessoria vê nesses números um novo "case" de mercado a ser estudado.
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Uma análise mais detalhada, no entanto, só seria possível com números atuais de vendagens das revistas de Mauricio de Sousa.
Mas a Panini não informa quanto a versão tradicional da Turma da Mônica vende.
O único dado é que, de um ano para cá, o crescimento dos títulos de Mauricio de Sousa nas bancas foi de 30%.
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"Turma da Mônica Jovem" atraiu bastante atenção da grande imprensa.
Foi um dos destaques da Panini na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, iniciada no dia 14 deste mês.
A revista traz versões adolescentes das criações de Mauricio de Sousa. E com mudanças tanto físicas quanto de características tradicionais dos personagens.
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O Cebolinha adolescente, por exemplo, fez fonoaudiologia e consegue evitar a troca do "r" pelo "l", a não ser em situações de tensão.
Cascão, agora, toma banho. Magali controla o que come para manter o corpo esbelto.
Anjinho teve o nome trocado para Céuboy. E o vilão Capitão Feio agora é Poeira Negra.
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A proposta de "Turma da Mônica Jovem" é atingir um leitor mais maduro, diferente da versão tradicional dos personagens, que continua a ser produzida e vendida normalmente.
Leia resenha sobre o primeiro número da nova versão neste link.
Escrito por PAULO RAMOS às 22h27
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22.08.08
Quadrinista faz mochilão de lançamentos no sul do país

Cartaz mostra roteiro das cidades que serão percorridas pelo desenhista para lançar seus trabalhos em quadrinhos
Merece registro a força de vontade do escritor e desenhista Jozz, nome como é conhecido o desenhista paulista Jorge Otávio Zugliani.
Ele faz, na cara e na coragem, um tour pelo sul do país para divulgar seus quadrinhos, o álbum "Circo de Lucca", da editora Devir, e a revista independente "Zine Royale".
Ele vai de ônibus. E os quadrinhos, num recheado mochilão.
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"Está pesado. Tem ´Circo de Lucca´ e ´Zine Royale´ 2 e 3. Fora o que estou lendo e levando para autores assinarem, tipo o "Casa ao Lado", do Pablo Mayer. Além das publicações, um kit de primeiros socorros, um santinho da minha mãe e meu caderno", disse o desenhista em entrevista ao blog "Gibizada", especializado em quadrinhos.
No depoimento, concedido a Telio Navega, Jozz disse que vai com dinheiro próprio e que dormirá em albergues e na casa de amigos.
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A primeira parada para lançamento é nesta sexta-feira, em Curibita, às 19h.
Depois viaja com seu mochilão de quadrinhos para Joinville, Florianópolis e Porto Alegre.
Os endereços, datas e horários estão no cartaz que abre esta postagem.
A única exceção é Florianópolis. Lá, a parada será no "primeiro boteco legal".
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Leia mais sobre os trabalhos de Jozz aqui e aqui.
Escrito por PAULO RAMOS às 09h56
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21.08.08
Encontro discute futuro do quadrinho nacional
Qual o futuro dos quadrinhos no Brasil?
Um debate tenta tatear algumas respostas para a questão, simples e atual, porém complexa.
Participam do encontro Cadu Simões, Daniel Esteves e Laudo Ferreira Junior.
Os três integram o Quarto Mundo, selo que reúne autores de quadrinhos independentes.
Também participam da mesa o editor Dario Chaves e este jornalista.
O debate é nesta sexta-feira, às 20h, no Espaço Gafanhoto, em São Paulo.
Fica na Avenida Rebouças, 3181.
Os organizadores pedem que os interessados se inscrevam previamente.
Outras informações neste link.
Escrito por PAULO RAMOS às 14h28
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Lançado segundo álbum com histórias clássicas de Super-Homem
A editora Panini começou a vender neste meio de semana o segundo volume de "Superman Crônicas" (196 págs., R$ 49,90).
O álbum de luxo, lançado em capa dura, já é encontrado em lojas de quadrinhos paulistanas.
A obra reedita histórias clássicas do super-herói do fim da década de 1930.
A estréia do personagem nos quadrinhos foi em 1938.
"Superman Crônicas" continua do ponto onde parou o volume anterior, lançado em dezembro do ano passado (leia resenha aqui).
A editora havia divulgado que iria vender "Superman Crônicas" na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, iniciada semana passada.
Mas, nos primeiros dias do evento, ainda não havia chegado (aqui).
Escrito por PAULO RAMOS às 14h18
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20.08.08
Definidos os vencedores do Salão de Doação de Órgãos
O júri do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos definiu os vencedores da edição de estréia do evento, realizado em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
Havia quatro categorias: charge, cartum, caricatura e história em quadrinhos.
Os primeiros lugares em cada uma das áreas vão receber R$ 2 mil em dinheiro.
Os segundos, R$ 1 mil. Os terceiros, R$ 500.
Houve quatro menções honrosas, dadas a trabalhos não premiados que mereçam destaque.
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A proposta do prêmio era usar o humor gráfico para alertar sobre a importância da doação de órgãos.
O salão foi promovido pela Gabriel, entidade que incentiva a doação de órgãos, e teve apoio da Editora Virgo e do EMT Estúdio.
O júri foi formado por representantes da entidade, da prefeitura de Indaiatuba, por dois médicos e dois cartunistas, Mario Mastrotti e Moacir Torres.
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Veja a seguir os autores e trabalhos premiados em cada uma das categorias.
1º lugar charge: "Justificativa" - Silvano Rosa Gonçalves de Mello / Jaboticatubas (MG)

2º lugar charge: "Lápides" - Rodrigo Accioly / Rio de Janeiro (RJ)

3º lugar charge: "Amigo do Peito" - Ianes Cardoso / Manhuaçu (MG)
Menção honrosa charge: "Campeonato" - Lucas Rodrigues Alves
1º lugar cartum: "Frankstein" - Afonso Carlos / Rio de Janeiro (RJ)

2º lugar cartum: "Rimsonha" - Biratan / Belém (PA)

3º lugar cartum: "Salve-me" - Hector Salas / Salvador (BA)

Menção honrosa cartum: "Anjo chutando" - Verde / São Paulo (SP)
1º lugar caricatura: "Falcão" - Camilo Riane / Rio Claro (SP)

2º lugar caricatura: "Erasmo Carlos" - Lex Franco / Ipatinga (MG)

3º lugar caricatura: "Christovam Buarque" - Waldez Duarte / Belém (PA)

Menção honrosa caricatura: "Zagalo" - Denílson / Guaxupé (MG)



1º lugar quadrinhos: "Doação" - Laerte Silvino / Recife (PE)
2º lugar quadrinhos: "Cores da Vida" - Verde / São Paulo (SP)

3º lugar quadrinhos: "Pinóquio e o Pirata" - Felix / Boituva (SP)


Menção honrosa quadrinhos: "Doador por Acidente" - Eric Vanucci / Indaiatuba (SP)
Escrito por PAULO RAMOS às 21h27
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17.08.08
História em quadrinhos narra vida de Cazuza numa exposição em SP

Capa do encarte da exposição "Cazuza, o Tempo Não Pára", em cartaz no Sesc Ipiranga, em São Paulo
"Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára."
O trecho de "O Tempo não Pára", canção de Cazuza lançada em disco homônimo de 1989, tem um quê visionário.
O nome da música batiza uma exposição sobre o cantor e compositor, que fica em cartaz em São Paulo até o fim deste mês.
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A mostra repete o passado do músico carioca, que completaria 50 anos neste presente com ares de futuro. E traz como grande novidade 12 painéis feitos em quadrinhos.
Lidos em seqüência, mostram a trajétória de Cazuza, morto em 7 de julho de 1990 por complicações causadas pelo vírus HIV.
O tom profético da canção dele tem apenas um senão: o tempo parou. Pelo menos nos painéis que narram sua vida.
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A história de Agenor de Miranda Araújo Neto, nome de batismo do roqueiro, mostra fragmentos visuais da história de Cazuza, apelido familiar que o consagrou profissionalmente.
O leitor/visitante é apresentado aos pais, João Araújo e Lucinha, à avó Alice, com quem o cantor tinha declarada afinidade.
Vê o despertar pelo interesse musical, o ingresso na banda Barão Vermelho, em 1981, as composições, a carreira solo, iniciada em 1985.
É tudo narrado de forma rápida e sutil, às vezes em um quadrinho. Aids, drogas e outros temas delicados da trajetória de vida de Cazuza ficam apenas subentendidos.

O relato em quadrinhos recebeu o título de "Cazuza, por Ele Mesmo...".
A história foi escrita por Pedro Felicio e Dalton Correa Soares. Os desenhos ficaram a cargo de Alcimar Frazão, ilustrador e professor de artes.
Os três são mais conhecidos na área de quadrinhos por fazerem a revista independente "O Contínuo", experiência iniciada com outros autores em 2005.
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Pedro Felicio, ator e designer gráfico, diz que o convite para desenvolver a história partiu do Sesc Ipiranga, onde é apresentada a exposição.
De início, o grupo propôs uma narrativa que falava mais de Cazuza e menos da história dele. O Sesc, no entanto, queria algo que falasse mais da trajetória dele.
Os painéis foram refeitos. Os autores aproveitaram uma série de depoimentos do cantor fornecidos pela Sociedade Viva Cazuza. A entidade foi criada pelos pais para ajudar no combate à Aids.
"A gente mudou a ordem, mas manteve o mais fiel possível o que ele falou", diz Felicio.
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Ele diz que houve pouco tempo para finalizar os 12 painéis, de cerca 1,5 metro cada um.
Da primeira reunião com o Sesc até ficarem prontos para a exposição, houve um intervalo de seis semanas. O desenhista Alcimar Frazão teve 20 dias para terminar o trabalho.
Nesse tempo, viajou ao Rio de Janeiro para buscar referências visuais da cidade para usar nos quadrinhos.
Vários deles usam cenários que se parecem muito com fotos, mescladas com cores e traços gráficos.
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Serviço - Exposição "Cazuza - O Tempo Não Pára". Quando: até o dia 31 deste mês. Horário: de 3ª a 6ª, das 9h às 22h; sábados e domingos, das 9h às 18h. Onde: Sesc Ipiranga, em São Paulo. Endereço: rua Bom Pastor, 822. Quanto: de graça.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h07
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16.08.08
4º Mundo participa de Feira de Artes em São Paulo
Os integrantes do movimento independente 4º Mundo vão participar da 31ª Feira de Artes da Vila Madalena, em São Paulo.
O evento ocorre neste domingo, das 8h às 19h, nas ruas Fradique Coutinho, Wisard, Mourato Coelho e Fidalga. A entrada é franca. O objetivo dos autores do 4º Mundo é atingir outros públicos. O movimento agrega autores independentes de diferentes partes do país e foi homenageado neste ano com um Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.
Escrito por PAULO RAMOS às 22h35
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PUC-RS abre novo curso de extensão em quadrinhos
A PUC (Pontíficia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul oferece pela segunda vez um curso de extensão universitária em histórias em quadrinhos.
As inscrições terminam nesta semana. As aulas têm início no dia 23 e vão até 29 de novembro, sempre aos sábados pela manhã, das 8h30 às 11h30.
O curso foi criado por Samir Machado e Guilherme Sfredo Miorando, dois publicitários que se especializaram na área (mais aqui).
É a mesma dupla responsável pela primeira edição do curso, ministrada em 2006.
O site da PUC-RS traz outras informações sobre como se inscrever (link).
Escrito por PAULO RAMOS às 22h28
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15.08.08
Bienal do livro traz duas surpresas: Alienista e Charles Bukowski

Lançamento da editora Ática é a quarta adaptação do conto de Machado de Assis feita de 2006 para cá
Há dois lançamentos inesperados nesta 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento que vai até o próximo dia 24 no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
As duas surpresas dialogam com a literatura.
A primeira é mais uma versão do conto "O Alienista", de Machado de Assis (1839-1908).
A outra é a reedição -em volume único- de dois álbuns com histórias do escritor Charles Bukowski (1920-1994).
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O novo álbum de "O Alienista" faz parte da coleção "Clássicos Brasileiros em HQ", da editora Ática. Foi escrito por Luiz Antonio Aguiar e desenhado por Cesar Lobo.
É a quarta adaptação em quadrinhos da história lançada nos dois últimos anos.
Em 2006, o conto integrou um dos volumes da série "Literatura Brasileira em Quadrinhos", da editora Escala. A obra foi feita por Francisco Vilachã.
No ano seguinte, os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon adaptaram o conto machadiano para a editora Agir, um dos selos da Ediouro.
E, neste ano, foi levado aos quadrinhos por Lailson de Holanda Cavalcanti. O título foi publicado pela Companhia Editora Nacional (leia mais aqui).
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O conto foi publicado pela primeira vez entre 1881 e 1882 na forma de folhetim.
O foco da história estava nas investigações psicológicas do médico Simão Bacamarte.
Pessoa estudada, fazia testes sobre loucura e razão num manicômio da vila de Itajaí.
Nos estudos e no entender dele, quem é são se torna louco. E vice-versa.

Capa de "Delírios Cotidianos", que relança em volume único dois álbuns da L&PM com histórias de Charles Bukowski
"Delírios Cotidianos", da L&PM, é outra surpresa à venda nesta Bienal.
O lançamento traz oito histórias do escritor Charles Bukowski desenhadas pelo alemão Matthias Schultheiss.
A obra reedita em volume único dois álbuns da editora gaúcha, "Delírios Cotidianos" e "N.York, 95 Cents ao Dia", publicados no Brasil em 1984 e 1987, respectivamente.
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A tradução desta nova edição é a mesma das obras da década de 1980.
A diferença está no formato, menos que o dos antigos álbuns da L&PM.
A editora tinha na época um catálogo amplo de trabalhos de quadrinhos voltados a livrarias e ao leitor adulto, tendência de mercado retomada nos últimos anos.
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De 2006 para cá, a L&PM tem voltado à área. A retomada se deu por meio da linha "Pocket", nome dado aos livros de bolso da editora. Já há vários títulos em catálogo.
O último também foi lançado nesta Bienal.
É o segundo volume com tiras de Dilbert, série criada pelo norte-americano Scott Adams.
"Dilbert - Você Está Demitido!" traz histórias produzidas em 2005.
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Leia na postagem abaixo outros lançamentos desta 20ª Bienal do Livro de São Paulo.
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Post postagem (16.08, às 13h48): o site da L&PM anuncia outros dois lançamentos para a Bienal, ambos com cartuns de Nani. Um integra a coleção pocket: "Batom na Cueca". O outro foi produzido em formato maior e se chama "Humor Politicamente Incorreto", mesmo nome de outra obra do desenhista lançada pela editora gaúcha.
Escrito por PAULO RAMOS às 23h11
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Nem todos os lançamentos de quadrinhos estão à venda na Bienal
Segundo volume de "Superman Crônicas" é um dos títulos que ainda não chegaram ao evento
Dois dos lançamentos de histórias em quadrinhos anunciados para a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ainda não chegaram ao evento, que teve início ontem.
Até o início da noite desta sexta-feira, o estande da editora Panini não tinha colocado em exposição os álbuns "Superman Crônicas - Volume 2", com histórias clássicas do herói.
A informação dada pelos vendedores do estande é que a obra chegaria à Bienal na semana que vem.
"Crise nas Múltiplas Terras", também com histórias antigas de super-heróis da norte-americana DC Comics, e o primeiro número de "Turma da Mônica Jovem", ambos anunciados previamente, estavam à disposição dos visitantes.
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A editora JBC, especializada em quadrinhos japoneses, havia informado à imprensa que iria lançar na Bienal uma versão da Bíblia feita em mangá. Também não estava no estande.
O vendedores da JBC disseram que chegaria à Bienal neste sábado.
Outro lançamento divulgado, o mangá nacional "O Catador de Batatas e o Filho da Costureira", estava à venda. A obra foi feita parte em japonês, parte em português (aqui).
A editora pôs à venda também a 13ª edição do mangá "Death Note".
Na prática, é uma edição especial sobre a série, que encerrou no número anterior, lançado em junho (mais aqui).
A obra traz resumos dos personagens, da trama, entrevistas com os autores e a história que deu origem à trama.
As demais editoras ligadas a quadrinhos cumpriram à risca os lançamentos divulgados.
A Zarabatana lança no evento o primeiro álbum nacional da editora.
Trata-se de "Dr. Bubblres & Tilt", do goiano Tulio Caetano.
A editora de Campinas também iniciou na Bienal a venda do mangá de horror "O Garoto Verme".
A obra foi produzida por Hideshi Hino, um especialista no gênero.
O estande da Landscape traz os dois primeiros lançamentos de quadrinhos da editora.
Um é "Sam Noir: Detetive Samurai".
O outro é "Fell: Cidade Brutal", escrito por Warren Ellis.
Ambos trazem material do selo norte-americano Image Comics.
A V&R, outra editora que passa a investir no setor, lança dois álbuns com tiras de Gaturro.
As histórias do gato bochechudo são produzidas pelo argentino Nik (mais aqui).
O selo jovem da Record, o Galera Record, traz a versão em quadrinhos do primeiro livro de "Artemis Fowl".
A série sobre o adolescente criminoso e superdotado foi escrita por Eoin Colfer.
Os títulos da Bienal são vendidos com 20% de desconto.
O mesmo vale para as obras à venda no estande da loja de quadrinhos Comix, que levou para o evento quadrinhos de todas as editoras.
Esta 20ª edição da Bienal trouxe também duas surpresas na área de quadrinhos.
Leia mais na postagem acima (link).
Escrito por PAULO RAMOS às 22h33
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14.08.08
Quadrinhos de Jornada nas Estrelas voltam a sair no Brasil
Capa norte-americana do álbum "Herança de Sangue", o primeiro a ser lançado no Brasil pela Devir
A Devir não tem nenhum lançamento específico para a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que teve início nesta quinta-feira.
Mas a editora vai distribuir no evento paulistano um folheto anunciando uma novidade: a volta de publicações em quadrinhos baseadas na série de TV "Jornada nas Estrelas".
Segundo a Devir, estão fechados quatro encadernados com material norte-americano da editora IDW, a mesma da série de terror "30 Dias de Noite".
O primeiro está programado para outubro. O segundo pode ser lançado até o fim do ano.
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A obra de estréia é a única que já tem nome em português: "Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue".
O álbum reúne as cinco partes da minissérie, escrita por Scott e David Tipton e desenhada por David Messina, autores ainda pouco conhecidos no Brasil.
As histórias recontam os encontros entre a Frota Estelar -à qual pertencem o Capitão Kirk e o vulcano Senhor Spock- e os inimigos Klingons.
Com um detalhe: a narrativa é do ponto de vista dos Klingons.
Os relatos têm início nas aventuras da chamada série clássica -exibida nos Estados Unidos entre 1966 e 1969- e terminam pouco antes do sexto longa-metragem da franquia, de 1991.
Os extras deste volume trazem a primeira parte da história, mas com balões reescritos na língua klingon.
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O enfoque do segundo álbum, "Space Between", é na Nova Geração da série, formada por outros atores.
O volume seguinte, "Star Trek - Alien Spotlight", é uma coletânea de histórias produzidas por diferentes autores.
Um deles é John Byrne, que fez fama criando histórias para os principais super-heróis das editoras norte-americanas Marvel e DC Comics.
O quarto álbum é "Star Trek Year Four". A obra narra as aventuras do quarto ano da série clássica, ano que, na verdade, nunca existiu.
O seriado foi cancelado ao final da terceira temporada, em 1969.
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As viagens da nave estelar Entreprise, em sua missão contínua de desvendar novos mundos e novas civilizações, já passaram por diferentes constelações editoriais, tanto nos Estados Unidos quanto por aqui.
A decolagem em edições brasileiras teve início no fim da década de 1960, época em que o seriado começou a ser exibido na extinta TV Excelsior.
A revista foi lançada pela EBAL (Editora Brasil-América) e usava material da norte-americana Gold Key.
A publicação teve vida curta. Viajou, na década seguinte, para a Editora Abril, que lançou a série em formatinho, tamanho semelhante ao das revistas infantis vendidas nas bancas. De novo, poucas edições.
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A Abril voltou a apostar em "Jornada nas Estrelas" em 1991, ano em que a série comemorava 25 anos.
Foi na mesma época em que a extinta TV Manchete voltou a exibir o seriado, com nova dublagem, feita pela VTI, do Rio de Janeiro. É a que consta nos DVDs lançados no Brasil. A versão nacional anterior era da AIC São Paulo.
A revista começou a ser vendida em 1991 e era escrita por Peter David, autor que fazia sucesso na revista mensal do Incrível Hulk.
David deu um leve toque de humor para as histórias, que se alternavam com as da Nova Geração. Mais uma vez, vida curta. No nono número, foi cancelada.
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A fronteira final editorial ainda não tinha chegado. Em agosto de 2002, a Brainstore publicou o álbum "Jornada nas Estrelas - Dívida de Honra".
A obra se diferenciava das demais por ser produzida no formato das graphic novels norte-americanas.
A história era escrita por Chris Claremont, famoso por fazer aventuras dos X-Men, e desenhada por Adam Hughes, hoje um dos principais autores de capas dos EUA.
A trama se passava após os eventos narrados no quarto longa-metragem da série.
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O retorno da franquia ao Brasil, agora publicada pela Devir, se pauta no novo filme de "Jornada nas Estrelas", que estréia no ano que vem.
O longa-metragem é dirigido por J.J. Abrams, criador das séries "Alias" e "Lost".
Atualmente, a série clássica pode ser (re)vista em DVD ou na Rede Brasil de Televisão, que traz sinal aberto, inclusive no site da emissora (clique aqui).
Escrito por PAULO RAMOS às 23h16
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13.08.08
Autores brasileiros vão adaptar obra de Paul Auster

Uma das ilustrações de "Espectros", conto que integra o livro "Trilogia de Nova York", obra que já teve duas edições no Brasil
"Espectros", um conto urbano do norte-americano Paul Auster, chamou tanto a atenção de dois brasileiros que eles decidiram conversar sobre uma versão em quadrinhos da história.
O papo se verteu em esboços e estes, em páginas completas.
Quando o roteirista e diretor de TV Carlos Ferreira e o desenhista Walter Pax viram, tinham em mãos 80 ilustrações da adaptação, que previa 280 páginas quando finalizada.
Ferreira revisa a versão final do texto e negocia a obra com uma editora paulista.
***
O conto é a segunda história do livro "Trilogia de Nova York", de Auster.
"Espectros" descreve o trabalho e os pensamentos de um investigador, contratado para vigiar um enigmático escritor, morador de um dos apartamentos do prédio da frente.
Passa-se mais de um ano. A investigação prossegue, mesmo sem novidades.
A curiosidade da narrativa é que usa somente nomes de cores para batizar os personagens.
O protagonista é Blue, o investigado Black, o contratante White. A regra segue também para os coadjuvantes.
Conto ambientado em Nova York mostra o trabalho de um investigador, pago para observar um escritor no prédio da frente
"Trilogia de Nova York" teve duas edições no Brasil. A mais recente é da Companhia das Letras. A obra foi lançada em 1999 e é reimpressa desde então.
A editora paulista optou por traduzir o nome do conto para "Fantasmas".
"Espectros" foi o título dado na primeira edição brasileira do livro, lançada em 1985 pela Best Seller. Foi nessa edição que Ferreira teve o contato inicial com a obra.
"Eu acho essa tradução do título mais fiel à intensidade da obra", diz, por e-mail.
"Espectros, para mim, é uma ausência de uma personalidade, o esquecimento das memórias sobre a própria vida, um vulto na rua, rostos de sujeitos que nem sabemos os nomes, mas são possuidores de uma jornada extraordinária e ao mesmo tempo ordinária. Sombras."
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"Espectros" será a segunda adaptação da "Trilogia de Nova York". O primeiro conto, "Cidade de Vidro", também foi transposto para a linguagem dos quadrinhos.
A obra foi feita por Paul Karasik e David Mazzucchelli, desenhista mais conhecido pela arte da série "Batman Ano Um", escrita por Franck Miller.
"Cidade de Vidro é a melhor adaptação de literatura para quadrinhos. Um dos melhores quadrinhos que li. Um bom exemplo de como os quadrinhos podem ser melhor sem os super-heróis", diz Ferreira.
"Achei que as outras partes dessa trilogia seriam adaptadas, mas nunca foram. Espectro não saiu da minha cabeça."

Uma das páginas de "Os Sertões", outra adaptação em quadrinhos escrita por Carlos Ferreira
O gaúcho Carlos Ferreira divide o tempo entre os roteiros de quadrinhos e a direção de programas de TV -parte deles exibidos pela RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul.
É de Porto Alegre, onde mora, que elaborou outra adaptação, já finalizada. Trata-se da versão em quadrinhos da obra "Os Sertões", de Euclides da Cunha (1866-1909).
O escritor e jornalista narrou a trajetória de Antonio Conselheiro no sertão brasileiro.

Desenhos de "Os Sertões" foram feitos por Rodrigo Rosa; obra será lançada pela editora Agir
Os desenhos foram feitos por Rodrigo Rosa. A obra vai ser publicada pela editora Agir, um dos selos editoriais da Ediouro.
Segundo o autor da adaptação, o álbum já foi entregue à editora, mas ainda não há data de lançamento definida.
O mesmo vale para "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes (1922-1999), feito por Eloar Guazzelli e também já entregue à Agir (mais aqui).
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Para o ano que vem, está na pauta de Carlos Ferreira trabalhar com quadrinhos de uma outra forma.
Ele pretende criar uma editora própria, a Ferreteria Editora.
A proposta, diz, não é se pautar em prêmios ou altas vendas imediatas. É fazer diferença.
Escrito por PAULO RAMOS às 15h38
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11.08.08
Mais três editoras investem na área de quadrinhos

Capa da edição argentina de Gaturro, que será reproduzida na edição nacional
Três editoras anunciaram que irão publicar quadrinhos no Brasil. O rol de publicações passa pela Europa, os Estados Unidos e, o que é raros pelas bancas de cá, pela Argentina.
É do país vizinho que vem os dois primeiros volumes das tiras de "Gaturro".
As histórias do personagem vão ser publicadas em dois volumes, de 96 páginas cada um.
As duas obras serão lançadas na Bienal do Livro de São Paulo, que começa nesta semana. O preço não foi divulgado.
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O personagem é um gato bochechudo que divide uma casa com uma família de quatro pessoas (pai e dois filhos).
Gaturro freqüenta a escola e é sistematicamente rejeitado por Ágatha, gata por quem é apaixonado.
A tira é publicada diariamente no jornal argentino "La Nacion". Em 2007, a publicação impressa vendeu uma coleção de Gaturro em oito volumes.
É do primeiro número a capa que abre esta postagem. A imagem é a mesma que será usada na edição nacional.
A tira é uma das mais populares do jornal. O personagem foi criado pelo argentino Nik, nome como é conhecido o desenhista Cristian Dzwonik.
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Outra editora que vai apostar no mercado brasileiro de quadrinhos é a Landscape.
A editora anunciou na sexta-feira à imprensa duas obras da norte-americana Image Comics.
A primeira é "Fell: Cidade Brutal", de Warren Ellis e Ben Templesmith.
Segundo a editora, a série aborda as histórias de um detetive policial Richard Fell.
A edição vai reunir as oito primeiras histórias da série, num volume de 152 páginas. Vai custar R$ 33.
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O outro lançamento da Landscape é "Sam Noir: Detetive Samurai".
Produzida por Eric Anderson e Manny Trembley, é resumida pela editora como uma missão suicida do personagem-título para vingar a morte de uma inocente.
A obra terá 76 páginas em preto-e-branco e vai custar R$ 19.
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A terceira editora a apostar nos quadrinhos não ficou apenas no anúncio.
A Multi Editores já lançou o trabalho inaugural, primeiro em lojas especializadas em quadrinhos e, na semana passada, em bancas paulistas de grande porte.
O álbum de estréia é o europeu "O Terceiro Testamento - Livro 1: Marc ou O Acordar do Leão" (50 págs., R$ 19,80).
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Este primeiro volume -de um total de quatro- inicia a trama passada no tempo da Inquisição.
Após o assassinato de um padre, um ex-integrante da Inquisição parte para descobrir quem matou o colega e do mistério que está por trás do caso.
O álbum, publicado em capa dura e formato grande, foi escrito por X. Dorison e A. Alice.
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Duas outras editoras pretendem investir no mercado de quadrinhos.
Uma é a Manole, que cria um núcleo específico para a área (mais aqui).
A outra é a novata Bossa Nova, que tem programada uma série de álbuns nacionais. Segundo a editora, a primeira obra vai ser lançada no mês que vem (mais aqui).
Escrito por PAULO RAMOS às 17h46
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10.08.08
Série de TV vai contar trajetória dos quadrinhos no Brasil
Merece registro, mesmo que rápido.
O Canal Brasil, exibido por TV a cabo, vai estrear no fim do mês o documentário "Quadrinhos".
Os cinco episódios da série vão contar a trajetória das histórias em quadrinhos no Brasil.
O primeiro, de 26 minutos, vai ser exibido no dia 26 deste mês, às 21h.
O episódio vai apresentar os primórdios das produções brasileiras.
As demais partes serão apresentadas no canal a cabo no mesmo horário, sempre às terças-feiras.
O documentário foi produzido e dirigido por João Calvet.
Escrito por PAULO RAMOS às 22h38
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08.08.08
Morre Eugênio Colonnese, o criador de Mirza

Morreu na madrugada desta sexta-feira o desenhista Eungênio Colonnese, um dos mais antigos autores de quadrinhos que atuaram no país.
O motivo oficial da morte foi falência múltipla de órgãos. Ele enfrentava problemas de saúde desde o começo do ano. O quadro se agravou nas últimas semanas.
O enterro do desenhista será neste sábado, às 9 da manhã, no Cemitério da Vila Assunção, em Santo André, no ABC paulista.
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Parte da história dos quadrinhos brasileiros se confunde com a trajetória de Colonnese, que faria 79 anos no dia 3 de setembro.
De origem italiana, ele iniciou a carreira na Argentina, na virada da década de 1940 para a seguinte.
Nesse período, produziu quadrinhos de guerra para a editora inglesa Fleetway.
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Colonnese chegou ao Brasil em 1964. Em 1967, fez as primeiras histórias de Mirza, a Mulher-Vampiro, sua criação mais conhecida.
As aventuras foram publicadas pela extinta editora Jotaesse.
Em março deste ano, a editora Mythos lançou um álbum em comemoração aos 40 anos da personagem (a capa é mostrada no início desta postagem).
Uma das últimas histórias que fez dela foi feita numa das edições da revista "Wizmania". A narrativa, de poucas páginas, encerra com um encontro entre criador e criatura.
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Na mesma época, ele criou outro personagem ligado ao terror: Morto do Pântano, que teve uma coletânea lançada pela Opera Graphica.
As criações de terror eram publicadas pela editora D-Arte, que ele mantinha em sociedade com outro desenhista, Rodolfo Zalla.
Na década de 1970, ele começa a ilustrar livros didáticos para a editora Ática. Em 1979, assume a direção de uma das divisões artísticas.
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Na década seguinte, Colonnese volta a produzir de terror.
Publica nas revistas "Spectro", "Calafrio" e "Mestres do Terror", entre outras.
A partir da década de 1990, dividiu a atuação entre trabalhos institucionais com outros sobre a produção de quadrinhos.
Também nesse período, a editora Opera Graphica publicou diferentes coletâneas de quadrinhos deles.
Nos últimos anos, vinha se dedicando ao ensino de quadrinhos na Escola de Artes de Santo André, mesma onde vai ser enterrado neste sábado.
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"Colonnese foi um dos autores mais influentes do quadrinho brasileiro", diz Waldomiro Vergueiro, especialista em quadrinhos e coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo.
"Foi um exemplo de profissionalismo e dedicação à nona arte. Deixará um vácuo, que dificilmente será preenchido."
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O cemitério da Vila Assunção, em Santo André, fica na avenida das Saudades, sem número.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h15
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Grupo de Minas usa quadrinhos para discutir emigração

Página de abertura da revista em quadrinhos "Um Presente Especial", que aborda o problema no interior mineiro
Uma revista em quadrinhos pode ajudar na conscientização de crianças sobre problemas regionais?
Um grupo de Minas Gerais acredita que sim e lança nesta sexta uma revista infantil num encontro sobre emigração, principal problema social e econômico de Governador Valadares e de outras 25 cidades do interior mineiro.
A história em quadrinhos, de 16 páginas, aborda o tema regional.
A obra, chamada "Um Presente Especial", será distribuída gratuitamente em escolas da rede pública municipal.
"Nós visitaremos algumas escolas para conversar com os professores sobre possibilidades de trabalhar as questões apresentadas na história em quadrinhos junto aos alunos", diz por e-mail João Marcos Parreira Mendonça, autor da revista.
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Mendonça, que também é o criador da série infantil Mendelévio (aqui), afirma que estruturou a história na amizade entre duas crianças.
"Uma delas não conheceu os pais, que emigraram quando ela era muito nova, fato muito comum na região. Já a outra, os pais optaram por construir a vida na cidade", diz.
"A partir do pedido de um presente da criança aos pais que emigraram, eu mostro as possíveis conseqüências que a emigração proporciona no presente e futuro dessas crianças."

Revista em quadrinhos será distruída de graça em escolas do interior mineiro
João Marcos Mendonça diz que a história é fictícia. Mas o levantamento de informações foi bem real.
Ele se baseou em informações de uma pesquisa sobre o tema feita pela Univale, universidade que fica em Governador Valadares e onde dá aulas no curso de Design Gráfico.
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O desenhista visitou uma das cidades abordadas no estudo e entrevistou pessoas que tinham histórias ligadas à emigração. Só então elaborou o roteiro.
"O que mais me chamou a atenção foi que os pesquisadores procuraram uma pessoa da cidade que visitei que não tivesse um familiar emigrante, para participar do grupo focal", diz.
"Não conseguiram achar ninguém. E olha que a cidade tem 12.600 habitantes."
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Segundo Mendonça, 77% da renda de Governador Valadares, onde mora, vem de fora da cidade. O município tem cerca de 300 mil habitantes.
"Ter amigos, parentes próximos emigrando ou retornando com um discurso revelador das maravilhas do estrangeiro é parte do dia-a-dia dos moradores da região."
"Mas, na realidade, os poucos caso de sucesso sobressaem entre os muitos fracassos."
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Segundo a proposta do estudo, o resultado disso é que a relação entre pais e filhos tende a se tornar material.
Para contornar a ausência em casa, quem vive fora manda presentes para casa. O que criaria, na criança, a imagem de que viver fora da cidade seja sinônimo de vida fácil e rica.
Por isso, a história em quadrinhos se pauta na questão do presente dado às crianças.

Lançamento da revista em quadrinhos será neste sábado, em congresso de emigração, em Governador Valadares (MG)
O estudo sobre a situação da emigração foi encomendado à Univale pelo CIAAT, associação que mantém projetos de geração de renda para pessoas que optaram permanecer na cidade.
O projeto é maior. Não envolve apenas a revista e a pesquisa. Prevê também um documentário.
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O lançamento vai ser nesta sexta, a partir das 13h, no 2º Seminário Emigração Internacional e Desenvolvimento Local.
O encontro vai ocorrer na av. Minas Gerais, 301, em Governador Valadares.
A entrada é aberta ao público.
Escrito por PAULO RAMOS às 10h06
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07.08.08
Editora Bossa Nova define primeiros álbuns nacionais

Página de "Proscritos", álbum de estréia da linha nacional da editora
A Bossa Nova já fechou quais serão os dois primeiros trabalhos que vão inaugurar a linha de álbuns nacionais da editora paulista.
Um é de Beto Nicácio, de São Luis, e vai se chamar "Proscritos".
Trata-se de uma série de histórias curtas sobre o sertão. A obra será em preto-e-branco e está programada para o mês que vem.
O outro trabalho também traz narrativas curtas, produzidas por Nestablo Ramos Neto, de Brasília. O título do álbum é "Zona Zen".
Se não houver mudanças, chega nos meses finais do ano.

Seqüência de "Zona Zen", que traz uma série de histórias curtas de Nestablo Ramos Neto
A procura da Bossa Nova por trabalhos nacionais teve início em março deste ano.
A Bossa Nova pôs um anúncio no site da editora pedindo propostas (mais aqui).
Há um ano no mercado, a editora tinha lançado até então cinco livros ligados a comunicação.
A idéia era encontrar histórias mais longas para serem lançadas em livrarias. O público-alvo é o leitor adulto.
A triagem ficou a cargo do desenhista Glauco Guimarães, um dos idealizadores do projeto e atual editor da linha de álbuns.
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Segundo Guimarães, a editora recebeu mais de 500 projetos, nem todos fechados.
"Muita gente me mandou trabalhos incompletos", diz ele, por telefone.
"Eu entrava em contato e a pessoa dizia que não tinha o álbum pronto."
Para ele, faltou planejamento de muitos quadrinistas, que não entenderam que se tratava de uma oportunidade profissional.
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Dos cerca de cem trabalhos prontos a que teve acesso, selecionou metade.
Num primeiro momento, programa 12 obras para serem lançadas.
Ele revela apenas que as duas primeiras são as de Nicácio e Nestablo.
As demais prefere manter sigilo por não estarem ainda com os contratos assinados.
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Conforme for a receptividade dos primeiros lançamentos, em especial os dois primeiros, a editora irá lançar os demais.
"Todo o lucro que a gente tiver com as vendas vai ser para publicar outros álbuns", diz.
O blog pergunta se a editora espera alcançar boas vendas com os álbuns. É comum o mercado editorial brasileiro dizer que quadrinho nacional não vende bem.
"Eu sempre acompanhei o mercado de quadrinhos e o [quadrinho] brasileiro é sempre difícil de agradar. Ou é a história ou é o tema... mas, se o trabalho é bom, vai vender."
"É esse tipo de gente que eu queria mostrar. Se você coloca esse autor nas livrarias, vai colar, eu tenho certeza."
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"Zona Zen" é o segundo trabalho de Nestablo Ramos Neto anunciado para os próximos meses. O outro é "Zoo", um dos álbuns nacionais que a editora HQM programa lançar.
A obra mostra o que seria dos humanos se fossem dominados pelos animais.
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