29.02.08

Publicação marca reencontro do terror nacional com o formato revista

É difícil ver produção brasileira de horror/terror nos dias de hoje. Ainda mais numa revista dedicada ao tema.
 
Essa proposta rara é o mote de "Boca do Inferno.com", que tem lançamento neste sábado em São Paulo (SM Editora, R$ 3, 32 páginas).
 
O "ponto com" do título é para amarrar a publicação ao site "Boca do Inferno", especializado no tema.
 
A página virtual existe desde 2001.
 
A revista, produzida em preto-e-branco, começou a ser vendida em janeiro.
 
Esta primeira edição traz quatro contos, produzidos por diferentes autores nacionais.
 
As histórias abordam diferentes temas. Há desde situações futuristas ou tecnológicas -morte via tela do computador- até moldes tradicionais do terror -como a presença de uma figura assustadora como narradora da história.
 
A produção nacional do gênero já foi muito popular no Brasil nas décadas de 1950 a 1980.
 
Há um ensaio de retomada, iniciado no segundo semestre do ano passado. Leia mais aqui.
 
Serviço
Lançamento de "Boca do Inferno.com". Quando: sábado (01º.03), a partir das 18h. Onde: HQMix Livraria. Endereço: praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 3.
 
Nota: outra forma de comprar a edição é por meio do site "Boca do Inferno".
 
Pode ser acessado neste link. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h07
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Dois álbuns vão trazer histórias clássicas do Capitão América

A morte -ou "morte"- do Capitão América, definitivamente, tornou-se um bom negócio.

No dia em que chega às bancas a revista com a morte dele (leia mais aqui), a editora Panini divulga o lançamento de dois álbuns com histórias clássicas do herói.

A notícia foi veiculada nesta sexta-feira no site "HQ Maniacs", especializado em informações relacionadas a quadrinhos.

A informação consta também num site elaborado pela editora com dados sobre o herói e a morte dele. A página virtual foi divulgada hoje (pode ser acessada aqui).

Um dos álbuns vai integrar a coleção "Biblioteca Histórica Marvel".

A série de luxo, direcionada às livrarias, relança as primeiras aventuras de super-heróis da editora norte-americana Marvel Comics.

Já saíram quatro volumes no segundo semestre do ano passado, com as histórias iniciais de Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, Vingadores e X-Men.

O outro lançamento, que já havia sido antecipado pelo blog "Gibizada", é um encadernado com a fase do herói desenhada por John Byrne.

Numa dessas aventuras, o Capitão América decide se deve ou não concorrer à presidência dos Estados Unidos.

Segundo o HQ Maniacs, a edição vai se chamar "Os Maiores Clássicos do Capitão América". O material foi  escrito por Roger Stern.

Ainda não há informação de quando os dois álbuns serão lançados.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h23
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28.02.08

Will Eisner narra conto otimista em retorno à Avenida Dropsie

 

 

 

 

 

 

 

Álbum lançado este mês faz parte de trilogia sobre o local onde o escritor e desenhista cresceu

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há alguns temas freqüentes e autobiográficos na produção de Will Eisner (1917-2005): a caça aos judeus, a vida dura nos cortiços, a depressão norte-americana da década de 1930, a luta pela sobrevivência.
 
Todos esses elementos estão presentes em "A Força da Vida", álbum inédito dele, lançado neste mês no Brasil (Devir, R$ 38, 152 págs.).
 
A obra traz pequenos contos passados na primeira metade dos anos 1930 (principalmente 1934), no período seguinte à queda da Bolsa de Nova York.
 
A falta de emprego e de oportunidades de ascensão social é vista pelo olhar de um grupo de moradores da Avenida Dropsie, no Bronx, onde o próprio Eisner cresceu.
 
Ele mesmo faz uma "ponta" na figura do desenhista Willie, que se vê dividido entre respeitar a tradição judia da família ou abraçar o ideal comunista.
 
Aos poucos, as tramas curtas vão se entrelaçando e construindo uma narrativa maior, única, que se casa com a proposta lida no nome do álbum.
 
Há uma espécie de hipótese elaborada por Eisner no início e no fim do álbum (que o autor prefere chamar de graphic novel): o que motiva um ser humano a viver? 
 
Cada história individual é uma resposta particular a essa questão, que adquire uma dimensão maior quando vista durante a depressão norte-americana de então.
 
Apesar de ter elementos temáticos comuns a outras obras, "A Força da Vida" se diferencia dos demais trabalhos num ponto: trata-se de uma história otimista sobre a vida e sobre as dificuldades em conviver com as armadilhas dela.
 
O álbum -programado inicialmente para o fim de 2007- faz parte de uma trilogia de histórias de Eisner sobre a Avenida Dropsie.
 
Os outros trabalhos são "Avenida Dropsie" e "Um Contrato com Deus & Outras Histórias de Cortiço", ambos lançados pela Devir (leia mais aqui e aqui).
 
São produções de um momento mais autoral de Eisner, que, na década de 1940, produziu histórias do herói mascarado "Spirit".
 
Nas décadas seguintes, ele se dedicou a desenhos educacionais.
 
Seu retorno aos quadrinhos ocorreu no fim da década de 1970, com narrativas mais adultas, batizadas por ele de graphic novels. 
 
Essa volta ajudou a torná-lo um dos principais autores dos quadrinhos, não só norte-americanos.
 
A Companhia das Letras, que divide com a Devir a publicação das obras de Eisner, pretende lançar neste ano pelo menos mais um álbum do escritor e desenhista.
 
O título ainda não foi definido. A editora detém os direitos de publicação de "Nova York", obra de Eisner já lançado no Brasil. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 18h20
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27.02.08

Brasileiros são maioria em revista independente francesa

 

 

 

 

 

 

 

Publicação é editada por brasileiro radicado na França e mescla trabalhos de diferentes países

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os brasileiros são maioria na próxima edição da publicação independente "La Bouche du Monde". Ao todo 16 desenhistas daqui participam da revista, que será lançada em março.
 
A publicação traz também uma entrevista com o escritor Lourenço Mutarelli, que abandonou os quadrinhos em 2006 (ele tem se dedicado ao cinema e ao teatro desde então).
 
A revista é produzida por Eduardo Pinto Barbier, brasileiro radicado na França.
 
O título tem a característica de mesclar produções de diferentes países.
 
Neste décimo número, além dos brasileiros, há trabalhos da França, do Canadá, de Portugal, da Argentina e da Alemanha.
 
O primeiro número com essas características foi lançado em 1998. Antes, Barbier produzia uma versão nacional da revista, "A Boca do Mundo", criada em 1991.
 
Esta décima edição terá cem páginas e vai custar R$ 25, segundo o editor.
 
Uma curiosidade é que, mesmo sendo produzida na França, a revista traz na capa o logo do Quarto Mundo, selo de produções independentes brasileiras.
 
Uma das formas de comprar a revista é por meio do e-mail dele: bocaprodu@hotmail.com
 
A última edição da "La Bouche du Monde" tinha saído em dezembro de 2005.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h44
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26.02.08

Aqui jaz oficialmente Steve Rogers, o Capitão América

 

 

 

 

 

 

 

 

História que mostra a morte do herói é lançada no Brasil quase um ano depois de ter saído nos EUA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A notícia da morte do Capitão América foi fartamente noticiada pela imprensa brasileira há pouco menos de um ano. O assunto já é matéria velha. A novidade é que a história com o assassinato dele é publicada oficialmente no Brasil.
 
A história abre a revista "Os Novos Vingadores" (Panini, 108 págs., R$ 7,50).
 
A publicação é vendida em lojas especializadas em quadrinhos desde o fim da semana passada. Segundo a editora Panini, chega às bancas na sexta-feira.
 
A editora multinacional aposta numa nova repercussão da história. Na semana passada, já mandava por-mail "releases" - nome dos textos feitos para a imprensa. 
 
Nas bancas, é visível que há mais exemplares da revista.
 
Num dos pontos de venda, em São Paulo, havia 20 exemplares de "Novos Vingadores", mais que o dobro de "Batman e Spirit", outro título da editora lançado no fim da semana passada.
 
A história com a morte do herói foi publicada nos Estados Unidos no número 25 da revista "Captain America", nome do título mensal do personagem, criado em 1941.
 
Oficialmente, a morte de Steve Rogers, nome verdadeiro do herói, é um apêndice da minissérie "Guerra Civil".
 
O governo estadunidense criou lei para obrigar os heróis a revelar suas identidades secretas. Parte deles, liderada pelo Capitão América, formou um movimento de resistência.
 
A guerra se baseava no confronto entre as duas partes.
 
No final da minissérie, Steve Rogers desiste da luta por causa da destruição e das mortes que o conflito gerou. Ele se entrega às autoridades.
 
A história lançada neste fim de mês se passa pouco depois.
 
Rogers é levado a julgamento, em Nova York.
 
Quando é conduzido pela polícia à sede do tribunal -algemado-, é vitimado por um atirador, à la John F. Kennedy, ex-presidente norte-americano, assassinado a tiros em 1963.
 
Há outros detalhes no pré e no pós-morte do herói da editora Marvel Comics, mas cabe ao leitor descobrir sozinho.
 
A história, escrita por Ed Burbaker, não encerra a revista. A trama, chamada "A Morte do Sonho", continua nas edições seguintes.
 
Apenas para registro: é muito comum heróis -e vilões- morrerem e voltarem meses ou anos depois. Super-Homem, Lanterna Verde e Arqueiro Verde são apenas três exemplos para provar isso.
 
Se seguir a tendência, é possível que este caso do Capitão América seja mais uma "morte" ligada a uma eficiente jogada de marketing.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h46
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24.02.08

Ratatouille leva Oscar de melhor animação

"Ratatouille", de Brad Bird, venceu o Oscar deste ano na categoria melhor filme de animação. O resultado foi divulgado agora há pouco na cerimônia de premiação, realizada nos Estados Unidos.

O filme derrotou o francês "Persépolis", versão animada da história em quadrinhos homônima da iraniana Marjane Satrapi.

Ela co-dirige a animação, que estreou neste fim de semana no Brasil (leia resenha aqui).

O terceiro longa-metragem que competia era "Tá Dando Onda", também já exibido no Brasil.

Mesmo com a derrota, o fato de "Persópolis" ter sido indicado ajudou a lançar luzes sobre o filme e, por conseqüência, sobre a história em quadrinhos (leia mais aqui).

Apenas para registro: se não fosse o canal a cabo TNT, seria difícil acompanhar a transmissão do Oscar deste ano.

A TV Globo, que prometeu exibir a premiação, não começou a transmissão até agora (escrevo esta frase às 23h12).

A emissora aguarda o final do programa "Big Brother Brasil" para iniciar a exibição ao vivo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h14
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Violent Cases: o primeiro ensaio do estilo de Neil Gaiman

 

 

 

 

 

 

 

Graphic novel inglesa, publicada em 1987, é o primeiro trabalho de destaque do criador da série Sandman

 

 

 

 

 

 

Há um inegável valor histórico em "Violent Cases", graphic novel lançada neste mês no Brasil (HQM, 54 págs., R$ 39,90).

Publicado em 1987, na Inglaterra, é um dos primeiros trabalhos em quadrinhos de Neil Gaiman e serviu de ensaio para o que o escritor inglês faria pouco depois na série mensal "Sandman", da editora norte-americana DC Comics.

Muito do destaque hoje atribuído a "Violent Cases" é creditado à repercussão de "Sandman". O sucesso da série sobre o mestre dos sonhos levou editoras e leitores, principalmente norte-americanos, a visitar outras produções em quadrinhos dele.

Apesar disso, é preciso reconhecer que já havia um quê diferenciado na estréia de Gaiman numa graphic novel.

O jornalista inglês punha foco numa história pessoal, narrada de forma fragmentada, mesclando momentos presentes com flashbacks, dosados com referências literárias, musicais e a elementos da cultura pop (há no fim da edição brasileira uma lista das refências do álbum).

São os ingredientes do estilo dele em quase todos os seus trabalhos futuros, inclusive literários.

Em "Violent Cases", o protagonista relembra a convivência que teve durante a infância com um osteopata, médico que auto-define sua atuação como pessoa que põe os ossos no lugar. Era a necessidade do protagonista. À época, tinha machucado o braço esquerdo.

A violência estava nos relatos do osteopata. Tinha convivido anos antes com Al Capone. Durante o atendimento ao menino, relatava casos do gângster.

A narrativa tem outro quê diferenciado por causa dos desenhos de Dave McKean.

O artista se tornou parceiro fixo de Gaiman depois em "Sandman". As 75 capas da série e de outros especiais foram feitas por ele.

A exemplo de Gaiman, McKean também estava em início de carreira e também punha no papel algo diferente do que era produzido na época.

Os desenhos dele pareciam pinturas realistas. Mais do que arte em experimentação, o trabalho era uma forma de afirmação, como se quisesse dizer ao mundo que "quadrinhos são coisa séria" e podem ser produzidos sob esse prisma.

Isso fica evidente num dos agradecimentos dele, presente na edição.

McKean dedica a obra a um professor dele, Malcolm Hatton. "Viu só? Era isso o que eu queria dizer quando falei sobre quadrinhos."

"Violent Cases" ganhou o prêmio inglês Eagle em 1988 e fez carreira em edições e reedições nos Estados Unidos.

Mas, apesar de sua importância histórica e de toda a repercussão que Gaiman ganhou ao longo dos anos, permanecia inédita no Brasil.

Mesmo assim, quando era mencionada por aqui, ganhava fartos elogios, muitos deles feitos por autores que não tinham lido a obra.

Trazer a graphic novel ao Brasil segue a tendência da HQM adotada no ano passado.

A editora paulista teve o mérito tirar do ineditismo uma série de títulos norte-americanos dos anos 1980 e 90, tidos como referência na área de quadrinhos.

É o caso de "Brat Pack" e de "Liberty Meadows" (leia mais aqui e aqui).

Agora, após serem lidas, essas obras podem ser merecidamente elogiadas no Brasil.

Vale o mesmo para "Violent Cases". Não é o trabalho de maior destaque de Gaiman, mas tem qualidades e é essencial para entender o início da trajetória do escritor inglês.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 13h48
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22.02.08

Site traz animação com super-heróis da Marvel

O crédito da descoberta é de Telio Navega, autor do blog "Gibizada".

O site Marvel Kids, mantido pela norte-americana Marvel Comics, traz uma animação em três partes com super-heróis da editora.

O vídeo, feito em computação gráfica, mostra Homem-de-Ferro, Homem-Aranha e Hulk num quebra-pau contra robôs gigantes.

A animação é superior a muitas das adaptações de heróis da editora feitas para outras mídias, como cinema e TV. É um bom programa para iniciar o fim de semana.

A primeira parte pode ser vista abaixo. As outras estão nas próximas postagens.

Só um detalhe: as imagens demoram um pouquinho para aparecer na tela.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h52
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Site traz animação com super-heróis da Marvel - 2ª parte

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h50
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Site traz animação com super-heróis da Marvel - 3ª parte

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h50
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O Circo de Lucca tem lançamento oficial neste sábado em São Paulo

 
Registro rápido. Jozz -como assina o desenhista Jorge Otávio Zuglianni- lança oficialmente neste sábado, em São Paulo, o álbum "O Circo de Lucca" (Devir, 136 págs., R$ 39).
 
"Oficialmente" porque a obra está à venda desde o início do ano.
 
O álbum mostra um jovem desenhista que tem de terminar uma história em quadrinhos.
 
O destaque da obra é o uso da metalinguagem. Durante a história, recursos da linguagem dos quadrinhos se mesclam à narrativa vivida pelo protagonista (leia resenha aqui).
 
A obra é resultado de um trabalho de conclusão de curso, desenvolvido por Jozz na Universidade Mackenzie de São Paulo em 2006.
 
A orientação foi do desenhista e professor universitário Luiz Gê (leia mais aqui).
 
O lançamento vai ser na HQ Mix Livraria (praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo).
 
Começa às 18h. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h58
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21.02.08

Versão animada de Persépolis deixa de lado alguns detalhes da HQ

 

Versões infantil e adulta de Marjane Satrapi, personagem central da animação que estréia nesta sexta

Há que se fragmentar em duas partes o processo de adaptação cinematográfica de "Persépolis", animação que estréia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros.

Existe, de um lado, o trabalho de transposição dos desenhos da história em quadrinhos homônima para a linguagem animada. E há, de outro, a adaptação da história em si.
 
No primeiro aspecto, o filme -que concorre como melhor animação no Oscar deste ano- é mais do que bem-sucedido. Chega até a ser melhor que o original.
 
Os desenhos caricatos e em preto-e-branco da iraniana Marjane Satrapi, autora do álbum em quadrinhos e diretora do filme com Vincent Paronnaud, ganham mais contorno, vida e agilidade na tela grande.
 
E, em algumas cenas, ganham cor também, algo inexistente na obra em quadrinhos.
 
O recurso da colorização é para mostrar a versão adulta de Satrapi, como mostrado na imagem acima. A autobiografia começa com ela já na França, relembrando a trajetória iniciada durante a infância no Irã.
 
A cor se restringe à autora já adulta. O restante da animação mescla preto, branco e cinza, como nos quadrinhos.
 
O acerto na transposição de linguagem não é visto com relação à adaptação da história. 
 
Não por infidelidade, mas por não abordar de forma eqüitativa todos os elementos da vida da autora. Alguns são simplesmente deixados de lado ou trabalhados "en passant".
 
Nesse quesito, o trabalho em quadrinhos ainda é superior.
 
Satrapi fez uma clara opção de priorizar o relacionamento dela com os pais e a avó. Isso ocorreu durante a infância dela, vivida no Irã, e é fartamente trabalhado na animação.
 
O mesmo não ocorre durante o período em que ela vive no exterior. Por ter um espírito contestador, os pais optaram por mandar Satrapi à Áustria na adolescência.
 
Nos quadrinhos, esse momento da vida dela tem ares de autodestruição e é minuciosamente mostrado. Na animação, boa parte dos detalhes é deixada de lado.
 
As cenas passam rápido. Rápido demais.
 
Quando a platéia se dá conta, ela já está de volta ao Irã e ao convívio familiar.
 
Há outras sutilezas. A cena final, por exemplo, não existe nos quadrinhos.
 
E há nela uma minúcia, que contradiz uma fala de Satrapi na versão original (quem leu a obra e vir o filme saberá do que se trata).
 
Mas isso não torna a animação um filme menor, ainda mais para a platéia leiga em quadrinhos que vai à sessão apenas porque é um dos "oscarizáveis" deste ano.
 
A indicação ao prêmio da indústria norte-americana de cinema é justa e a platéia vai se espantar com a história real de Satrapi.
 
E com o fato de ser baseada numa história em quadrinhos, lançada no Brasil entre 2004 e 2007 em quatro volumes e reeditada num livro único em dezembro do ano passado (aqui).
 
Há também as minúcias entre a versão em quadrinhos e a animação.
 
Mas isso é para os privilegiados que já conhecem a história original.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 20h30
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Blog orienta leitores de mangá cancelado a procurar Procon

O blog "Papo de Budega", especializado em notícias sobre quadrinhos, animações e seriados, orienta leitores do mangá "Peach Girl" a procurar o Procon.
 
A revista em quadrinhos da Panini foi cancelada na edição 27. O fim do mangá foi informado numa nota no site da empresa, colocada no ar no dia 15 deste mês.
 
A editora disse que o cancelamento é por causa das baixas vendas. O mesmo motivo pôs fim a outro mangá, "Éden", cancelado no número 23.
 
A notícia ganhou eco nesta quinta-feira nos sites Universo HQ e HQManiacs, que trazem notícias sobre quadrinhos. Ontem, a informação foi postada no Papo de Budega, mantido pela jornalista Sandra Monte.
 
O argumento de Monte para acionar o Procon, órgão que cuida dos direitos do consumidor, é que a Panini informou na edição 25 de "Peach Girl" que publicaria a série até o fim (até o cancelamento, faltavam mais nove edições).
 
No entender dela, a não-continuidade da revista configura propaganda enganosa e autoriza o acionamento do Código de Defesa do Consumidor.
 
Pelo código, o leitor pode exigir a retomada da série ou aceitar outro produto equivalente.
 
"Hoje, foram Peach Girl e Éden. Amanhã pode ser o seu mangá ou quadrinho preferido", diz Monte, na postagem feita em seu blog.
 
É o segundo cancelamento de "Peach Girl". A circulação do mangá já havia sido suspensa em 2005. O título foi retomado no ano passado.
 
A Panini anuncia 21 mangás para este mês, entre eles "Peach Girl" e "Éden". A lista consta em outro site da editora multinacional, mais voltado a lançamentos.
 
Outro lado.
 
Leia a seguir a íntegra da nota da editora Panini, disponível no site da empresa (pode ser acessada neste link):
 
"Lamentamos informar aos leitores dos mangás EDEN e PEACH GIRL que, devido ao baixo volume de vendas verificado nas edições lançadas até o momento, somos obrigados a descontinuar a publicação de ambos os títulos a partir dos números 23 (EDEN) e 27 (PEACH GIRL).
 
Ressaltamos, porém, que a Panini continuará se empenhando para oferecer títulos de primeira linha aos fãs brasileiros, com a melhor qualidade editorial do país." 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h32
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20.02.08

Livro com ilustrações de Florianópolis pode ser lido na internet

Capa do livro "Cidades Ilustradas - Florianópolis", que traz desenhos sobre a cidade catarinense

 
O desenhista Eloar Guazzelli lança nesta quarta-feira à noite, em Florianópolis, o oitavo volume da coleção Cidades Ilustradas.
 
Mas a obra sobre o município catarinense pode ser lida desde já na internet.
 
A editora Casa 21, que publica a série, disponibilizou o livro na íntegra em sua página virtual.
 
A versão em papel, em capa dura, custa R$ 50.
 
 
 
A popular praia da Joaquina, no traço do gaúcho Eloar Guazzelli, autor da obra da editora Casa 21
 
 
A coleção é editada desde 2001. É uma parceria da Casa 21 com a Esso.
 
A proposta é mostrar cidades brasileiras sob o traço de um desenhista que não seja de lá.
 
Guazzelli, autor deste volume, nasceu no Rio Grande do Sul. Mora atualmente em São Paulo, onde atua também como diretor de arte.
 
Além de ilustrar a cidade, a editora pede ao autor que faça textos sobre as impressões pessoais que teve do local representado.
 
 
 
Visão da ponte Hercílio Luz, inaugurada em 1926 e tida como uma das maiorés do gênero no mundo
 
 
Esse é o terceiro lançamento de Guazzelli num intervalo de quatro meses.
 
Em outubro, ele lançou durante o Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte, o álbum independente "O Relógio Insano" (leia aqui).
 
Em dezembro, publicou outro trabalho pela Casa 21, "O Primeiro Dia", uma coletânea de histórias curtas produzidas ao longo da carreira (leia resenha aqui).
 
Ele deve lançar ainda neste semestre uma adaptação em quadrinhos de "O Pagador de Promessas", obra do escritor Dias Gomes (1922-1999).
 
 
 
Obra sobre Florianópolis também retrata moradores e detalhes da cidade, como os barcos acima
 
 
Além de Florianópolis, a coleção "Cidades Ilustradas" já teve volumes do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Belém, Cidades do Ouro mineiras e São Paulo, este lançado em novembro do ano passado (leia aqui).
 
Esses volumes também podem ser lidos no site da editora Casa 21.
 
Para acessar as obras, inclusive a de Florianópolis, clique neste link.
 
Serviço
Lançamento de "Cidades Ilustradas - Florianópolis". Quando: hoje (20.02), às 19h. Onde: Museu Histórico de Santa Catariana, no Palácio Cruz e Sousa. Endereço: praça XV de Novembro, 227, em Florianópolis. Quanto: a obra custa R$ 50.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h48
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18.02.08

Penitente é mais do que aparenta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Revista nacional mostra um ex-mercenário que salva pessoas para conseguir a redenção eterna

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A capa e o gênero de uma história em quadrinhos inevitavelmente antecipam informações ao leitor. Mas não substituem o conteúdo. Para o bem ou para o mal, a obra tem de ser autônoma e falar por si.
 
"Penitente", trabalho independente que começou a ser vendido nas últimas semanas, parece à primeira vista mais uma história de super-heróis baseada nos moldes norte-americanos. É mais que isso.
 
As duas aventuras do número de estréia da revista parecem microcontos.
 
Um ex-mercenário morto retorna à vida para interferir na vida de pessoas comuns.
 
Condenado, ele salva a vida de outros para garantir sua própria rendição divina. Pede em troca apenas que os salvos rezem pela alma dele.
 
Neste número, ele resgata um jovem que é perseguido por uma gangue e evita um suicídio.
 
O interesse, ao menos nesta primeira edição, está exatamente em saber como as pessoas vão reagir após o contato com o mercenário, que vive num cemitério.
 
É mais ou menos o papel que Sandman exerce na série homônima.
 
O mestre dos sonhos está lá. Mas são os codjuvantes de cada arco que efetivamente conduzem a narrativa e que a tornam interessante.
 
As histórias são escritas por Lorde Lobo, um dos criadores da publicação independente "Areia Hostil" (os desenhos da revista são de Nel Angeiras).
 
O ilustrador -que mora em Rio Grande (RS)- diz no fim da revista que a idéia de criar o personagem surgiu por acaso. Foi quando passava em frente a um cemitério, em 2006.
 
Lobo diz em sua página virtual que já produz outros números da série.
 
O desafio das próximas edições é aprofundar o perfil dos coadjuvantes da vez e as reações deles em relação à interferência do enigmático Penitente, pontos altos deste primeiro número, mas escapando da repetição de situações.
 
A revista independente tem a venda restrita a alguns sites.
 
Uma das formas de comprar é por meio do "Bodega", página virtual que apresenta um amplo catálogo de publicações do gênero. Para acessar, clique aqui.  

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h11
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17.02.08

Novidades da HQM incluem Senninha e outras produções nacionais

 

 

 

 

 

 

Personagem baseado em Ayrton Senna volta a ter revista mensal a partir de Abril; ao lado, capa do primeiro número

 

 

 

 

 

 

A HQM Editora vai investir muito em produções nacionais neste semestre. É o que se vê observando a lista de lançamentos divulgada pela editora, que até então vinha publicando apenas material norte-americano.

Um dos destaques da lista é a volta de Senninha, personagem mirim baseado no piloto de fórmula 1 Ayrton Senna (1960-1994).

Senninha foi publicado pela Editora Abril entre 1994 e 1999. A revista teve 98 edições. Depois, passou para a editora Brainstore, que lançou mais cinco números (foi até o 103).

A HQM lança inicialmente um especial, chamado "Ayrton Senna – Um Herói Brasileiro" (capa ao lado).

Terá 60 páginas e distribuição nacional em bancas.

Segundo a HQM, o especial mostra Senninha tendo de fazer um trabalho de escola sobre seu maior ídolo.

Essa edição, em formato revista, está programada para março.

No mês seguinte, a editora lança uma nova revista mensal do personagem, "Senninha e Sua Turma".

A publicação terá 36 páginas e vai trazer histórias inéditas.

Outra volta anunciada pela editora é a de "Leão Negro", criado por Cynthia Carvalho e Ofeliano de Almeida.

A série mostra as aventuras de felinos guerreiros num mundo semelhante ao medieval.

O protagonista é o anti-herói felino Othan, o Leão Negro.

A série teve tiras publicadas no jornal carioca "O Globo" em 1987.

Esse material será reeditado, com novo tratamento gráfico, numa coleção intitulada "Leão Negro – Série Origens".

O primeiro volume se chama "Gardo" (capa ao lado) e ainda não tem data de lançamento definida.

O que já está acertado é o outro álbum "Leão Negro Volume 1 – Pepah", com material inédito.

A obra está programada para março.

A história mostra a filha bastarda de Othan, Pepah.

A aventura é escrita por Cynthia Carvalho.

Os desenhos ficaram a cargo de André Mendes e Danusko Campos.

Segundo a HQM, o álbum inédito terá 56 páginas.

Outro trabalho nacional é "Quadrinhofilia", de José Aguiar.

O álbum mostra histórias curtas feitas por ele ao longo dos últimos dez anos.

É um trabalho bem diferente e muito mais pessoal do que "Folheteen", último álbum dele, lançado pela Devir no início de 2007 (leia resenha aqui).

"Quadrinhofilia" terá cem páginas e também deve ser lançado no mês que vem (capa ao lado).

"A Era de Bronze dos Super-Heróis" é o primeiro livro teórico da HQM e o terceiro de Roberto Guedes sobre o gênero (veja capa abaixo).

O pesquisador já tinha lançado "Quando Surgem os Super-Heróis" (em 2004) e "A Saga dos Super-Heróis Brasileiros" (em 2005), ambos pela Opera Graphica.

De acordo com a editora HQM, Guedes estudou as produções de super-heróis publicadas nos Estados Unidos entre 1970 e 1985.

Foi um momento de renovação do gênero e do surgimento de autores e desenhistas, hoje vistos como referência no mercado norte-americano.

A obra trará depoimentos de alguns deles.

O livro, segundo a editora, terá 240 páginas e cerca de 400 imagens. A capa é do brasileiro Daniel HDR.

"A Era de Bronze dos Super-Heróis" sai neste ano, embora a data de lançamento não tenha sido definida.

Apesar do investimento em produções nacionais, a HQM não vai deixar de publicar também materiais norte-americanos em 2008.

Neste mês, lançou "Violent Cases", primeiro trabalho de destaque de Neil Gaiman e Dave McKean.

Gaiman e McKean são, respectivamente, escritor e capista da série Sandman.

Para este semestre, a editora planeja mais um volume de Mortos-Vivos.

A série deu à HQM o Troféu HQMix de 2007 na categoria  melhor publicação de terror.

Foi o primeiro HQMix da editora, criada em 2006 pelos integrantes do site HQManiacs, especializado em informações sobre quadrinhos.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h11
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16.02.08

Mais quatro volumes com histórias clássicas de Carl Barks

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do novo volume da coleção, que começou a ser vendido nesta semana nas bancas

 

 

 

 

 

 

 

 

A Editora Abril vai publicar mais quatro números da coleção "O Melhor da Disney – As Obras Completas de Carl Barks". A primeira edição da nova leva de álbuns começou a ser vendida nas bancas nesta semana (R$ 16,95, 180 págs.).

Este novo volume -que corresponde ao número 33 da coleção- traz 16 histórias do Pato Donald e de seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho.

O material foi publicado nos Estados Unidos na revista "Walt Disney´s Comics and Stories" entre 1959 e 1961.

Assim como os demais volumes coleção, há notas explicativas sobre cada uma das histórias e as datas e edições em que foram publicadas no Brasil.

Os próximos três volumes (34, 35 e 36) serão lançados nos próximos meses. Terão histórias dos anos seguintes até 1966.

Segundo a Abril, os outros números vão trazer duas histórias de Barks, "O Leiteiro" e "Noite Feliz", que foram censuradas pelos editores da época.

O motivo seria o excesso de violência. "Noite Feliz" ainda é inédita no Brasil.

Carls Barks (1901-2000) criou por décadas os quadrinhos Disney.

Foi Barks quem deu alma a Pato Donald, Tio Patinhas e companhia.

Mas foi Walt Disney quem levou a fama e por anos foi tido como o autor das aventuras.

Só na década de 1970 é que um grupo de fãs descobriu quem era o verdadeiro "homem dos patos", apelido de Barks.

Esta coleção, que começou a ser publicada em abril de 2004, é uma espécie de reconhecimento ao trabalho dele, não creditado por anos, inclusive no Brasil.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h30
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Site traz novas capas históricas de quadrinhos de terror

De pouco em pouco, o site Nostalgia do Terror constrói o maior acervo virtual de quadrinhos do gênero no país.

A página virtual acrescentou nesta semana reproduções de capas de revistas de terror brasileiras importantes nas décadas de 1970 e 80.

Os dois destaques são os 28 número da revista "Spektro" e os cinco de "Almanaque do Terror", ambos da extinta editora Vecchi.

Há também capas novas de "Vampirella", vampira sensual norte-americana.

A revista mostrada abaixo foi publicada no Brasil na década de 1970 pela editora Noblet.

O Nostalgia do Terror foi criado em 2006.

O site é mantido graças ao esforço pessoal de Ulisses Azeredo, um fã do gênero.

Ele posta o material em Itiúba, na Bahia, onde mora (leia mais aqui).

Além das capas, a página virtual tem também 25 histórias em quadrinhos de terror brasileiras.

Uma delas é "A Garra Cinzenta", publicada em "Gazetinha" entre 1937 e 1939.

A história, de Francisco Armond e Renato Silva, é considerada um marco dos quadrinhos nacionais.

Há também "O Terror Negro", de 1949, primeira revista nacional do gênero.

Para visitar o site, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h58
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15.02.08

Programe-se

Hoje
  • Sessão de autógrafos de "Dinossauro do Amazonas", de Plínio Filho e Antonio Eder, e lançamento de "Depois da Meia-Noite" (leia mais aqui). A partir das 19h30 na HQ Mix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo)
Sábado
  • Lançamento de "Casa das Máquinas", de Jerônimo de Souza. Também na HQMix Livraria, a partir das 21h.
  • Entrega do 24º Prêmio Angelo Agostini. A programação conta com palestras e debates, que iniciam às 13h. O Quarto Mundo, selo que reúne autores independentes, vai lançar um informativo impresso. Vai ser no Senac Lapa (rua Faustolo, 1.347, São Paulo). Clique aqui para ver os premiados.
Domingo
  • Sessão de autógrafos de "Quem é Sábat", com a presença de Hermenegildo Sábat, desenhista uruguaio que fez carreira na Argentina (leia mais sobre ele aqui). Na HQMix Livraria, em São Paulo, a partir das 18h.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h09
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14.02.08

Minissérie brasileira traz história policial à italiana

 

Seqüência do número inicial de "Depois da Meia-Noite", escrito e desenhado por Laudo Ferreira Junior

Laudo Ferreira Junior tem agenda cheia neste fim de semana, em São Paulo. No sábado, recebe o Troféu Angelo Agostini como melhor desenhista de 2007.
 
Nesta sexta-feira à noite, lança o primeiro número de "Depois da Meia-Noite" (estúdio Banda Desenhada, 24 págs., R$ 3,50). 
 
A revista traz duas raridades. A primeira é ser uma minissérie  nacional, algo raro no país.
 
A segunda é mostrar uma trama de mistério, aos moldes dos quadrinhos italianos da editora Sergio Bonelli, a mesma de Tex, Dylan Dog e Júlia Kendall.
 
A opção de deixar as páginas em preto-e-branco ajuda a reforçar essa comparação.
 
Mas não era assim. A primeira versão da história, produzida entre 1996 e 1997, era colorida. Ficou no ar no site Nona Arte, página virtual que abriga quadrinhos nacionais.
 
"Os desenhos são originais", diz o autor, que também é o criador da erótica Tianinha.
 
"A única coisa que foi mexida é o texto. Reescrevi muitos diálogos, trabalhando neles melhor, afinal o texto original tem 12 anos e algumas coisas lidas hoje não ficam boas."
 
Segundo Laudo, o tom negro e branco foi para baratear o custo. E para casar com outro tom, o da história.  
 
Meia-Noite é um serial killer que usa uma máscara de caveira para ocultar a identidade. Mata sempre após a meia-noite, daí seu apelido.
 
Verônica, uma policial que enfrenta problemas com drogas, tem a missão de desvendar quem é ele e parar o cliclo de assassinatos.
 
Laudo mantém o estúdio Banda Desenhada com Omar Viñole, que faz a arte-final da revista.
 
Ambos têm outros planos, assim que encerrarem a minissérie no terceiro número. Querem lançar uma quarta publicação, que fazem questão de manter em segredo.
 
Outro plano de Laudo é dar contuinidade às histórias quadrinizadas dos integrantes do Clube da Esquina, movimento musical mineiro que tem Milton Nascimento como um dos integrantes (leia mais aqui).
 
Segundo o desenhista, que nasceu em São Vicente, no litoral paulista, "Depois da Meia-Noite" será bimestral. O próximo número deve ser lançado, então, em abril.
 
SERVIÇO
Lançamento de "Depois da Meia-Noite". Quando: nesta sexta-feira (15.02). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 3,50).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h59
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Abobrinhas da Brasilônia: bons desenhos de humor, pouco contexto

É tênue a linha que separa a charge, o cartum e a história em quadrinhos tradicional.
 
A distinção entre os gêneros fica ainda mais nublada em "Abobrinhas da Brasilônia", de Glauco, lançada este mês (L&PM, 110 págs., R$ 9).
 
A obra de bolso traz ora charges, ora cartuns, ora quadrinhos, ora mais de um dos gêneros no mesmo texto humorístico.
 
Os temas -ou abobrinhas- são dos mais variados, de política ao universo adolescente.
 
Distinguir um gênero do outro é necessário para o compreendimento do livro? Não.
 
Mas ajudaria a explicar alguns dos desenhos presentes na obra.
 
O material é bom. Glauco é melhor cartunista do que tirista (é autor de "Geraldão"). A edição da L&PM, no entanto, merecia ajustes. Um caso.
 
Na página 35, um telespectador liga a tevê para ver o que tem de bom na programação. Da tela, saem três homens gritando "é meu!".
 
Ao leitor desavisado, trata-se de um cartum. Seria um desenho humorístico sem vínculo com alguma notícia do momento (o vínculo é característica da charge).
 
Já o leitor mais atento vai reconhecer rostos caricatos nos três homens que saem da tevê: Orestes Quércia, Paulo Maluf e Antônio Ermírio de Moraes, que disputavam o governo paulista em 1986 (venceu Quércia).
 
Há, então, uma ligação com o noticiário da época. Trata-se, portanto, de charge, e não cartum. E o leitor que se vire para entender o sentido camuflado.
 
Outro exemplo. Página 47. A brincadeira faz menção aos desempregos gerados pela implantação do carro a álcool.
 
Hoje, a indústria do álcool virou política de governo e essa forma de combustível -atrelado ao bicombustível- firmou-se no mercado, inclusive internacional.
 
A questão do desemprego era referente à década de 1980, época em os desenhos foram produzidos. Ou supostamente produzidos, já que a edição também não informa isso.
 
A edição conta em excesso com a memória fotográfica do leitor.
 
Com boa vontade, percebe-se que parte dos desenhos -ou talvez todos- foi produzida para a "Folha de S.Paulo", onde Glauco colabora desde 1977 (com a tira "Geraldão" desde 1984).
 
Um deles, pelo menos, já foi publicado duas vezes pelo jornal. A última foi no ano passado, no caderno "Folhateen". Mostra um pai durão comemorando em segredo a aprovação do filho no vestibular.
 
"Abobrinhas da Babilônia" é uma outra versão -com formato menor, inclusive- da obra homônima, lançada pela Circo Editorial em 1985.
 
Há apenas uma menção a isso no fim da introdução de Angeli feita para a obra original, que teve parte do texto reutilizada nesta nova versão.
 
A coleção de bolso da L&PM já está consolidada no mercado e possui qualidades. Preço acessível é uma delas.
 
Mas os 673 números da coleção já são experiência mais do que suficiente para mostrar que uma obra não é feita apenas de simples reuso de outros trabalhos, vertidos em tamanho menor, de bolso.
 
O leitor não tem obrigação de entender a fundo o tema. Ser um livro pequeno e com poucas páginas não serve de pretexto. Notas de rodapé não ocupam tanto espaço assim.
 
Em tempo: a L&PM lançou neste mês outro livro de bolso de Glauco, "Geraldão 3". Também não há contextualização sobre as tiras utilizadas.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 16h34
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13.02.08

Livro em quadrinhos ensina crianças a corrigir postura

 
 
 
 
 
 
 
Projeto Posturinha foi criado por duas fisioterapeutas de São Paulo
 
 
 
 
 
 
 
Contar na forma de história em quadrinhos como a criança deve agir para ter uma postura correta e, por conseqüência, saudável.
 
A proposta é o norte de "Posturinha & Sua Turma", história em quadrinhos que tem lançamento nesta quinta-feira à noite em São Paulo (Scortecci, 36 págs., R$ 20).
 
O livro é escrito por Marilia Christina Tenorio Rebolho e Vânia Albuquerque Cardinalli, fisioterapeutas com mestrado na USP (Universidade de São Paulo). Os desenhos são de Eduardo Jardim.
 
O projeto foi posto em prática pela primeira vez em 2001.
 
As duas aplicaram a história em escolas municipais de São Paulo. Na época, quase firmaram uma parceria com uma empresa de brinquedos.
 
De 2002 em diante, elas se limitaram a algumas palestras em escolas e a pesquisas sobre o assunto.
 
Foi no mestrado da USP, defendido em 2005, que Maria Christina oficializou o que já havia percebido na prática: a retenção das informações lidas nos quadrinhos é similar às explicações verbais sobre o assunto ilustradas com o corpo, como se fossem pequenas encenações.
 
A pesquisa analisou o comportamento de 80 crianças. Metade foi orientada pela história em quadrinhos. A outra parte, pelo método tradicional, com palavras e gestos.
 
"Houve 90% de semelhança entre as duas estratégias", diz a fisioterapeuta, por telefone. A diferença foi na posição de dormir, que teve maior fixação na exposição verbo-gestual.
 
Ela diz que, com os quadrinhos, consegue um interesse maior por parte das crianças. "A gente vê que são os quadrinhos que cativam as pessoas sobre esse assunto."
 
A história em quadrinhos mostra um grupo de crianças que têm de fazer um trabalho de escola sobre os danos da má postura.
 
Durante a pesquisa, o pessoal descobre o que há por dentro do corpo humano e como deve agir para se posicionar adequadamente.
 
Um dos integrantes do grupo é Posturinha, menino que ganhou esse apelido por ter hábitos saudáveis e postura correta.
 
Esta nova edição foi refeita e ganhou informações e curiosidades que não existiam nas duas versões anteriores. Uma delas, por exemplo, ensina como a criança deve usar a mochila (uma alça em cada ombro, com peso até 10% do peso da pessoa).
 
SERVIÇO
Lançamento de "Posturinha & Sua Turma". Quando: quinta-feira (14.02). Horário: das 18h às 21h. Onde: Livraria Asabeça. Endereço: rua Deputado Lacerda Franco, 187, São Paulo. Quanto: R$ 20.
 
As autoras mantêm um site com informações sobre o projeto. Na página, há também outros pontos de vendas do livro em quadrinhos. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h21
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12.02.08

Uma das principais sagas da Legião vai ser relançada no Brasil

Os leitores de quadrinhos com mais de 30 anos devem se lembrar de "A Saga das Trevas Eternas", em que a Legião dos Super-Heróis enfrentava o vilão Darkseid.

Essa história, tida como uma das principais do supergrupo da editora norte-americana DC Comics, vai ser relançada no Brasil pela Panini.

Segundo a editora, o álbum terá 192 páginas e vai integrar a coleção "Grandes Clássicos DC". Deve ser publicado até abril.

"A Saga das Trevas Eternas" se passa numa das fases mais populares do grupo, composto por heróis jovens do futuro.

Tinha histórias desenhadas por Keith Giffen e escritas por Paul Levitz. Giffen hoje é um dos principais autores da DC. Levitz é um dos homens-fortes do staff editorial.

Nos Estados Unidos, a saga foi publicada em sete partes na primeira metade da década de 1980. No Brasil, saiu no chamado formatinho, mesmo tamanho das revistas infantis.

A saga começou na revista mensal "Super-Homem", da Editora Abril.

Teve o gran finale no primeiro número de "Super Powers", publicação trimestral que trazia a cada edição um herói diferente da DC Comics.

Esse lançamento indica que a Panini não desistiu da linha "Grandes Clássicos DC".

A dúvida surgiu porque outra coleção Panini, "Biblioteca DC", vai publicar em forma de luxo histórias que já haviam lançadas em "Grandes Clássicos" (leia aqui).

Segundo a editora, as duas coleções vão caminhar em paralelo. A diferença é que "Biblioteca" terá um tratamento específico para livrarias.

"Este vai ser o ano da livraria pra gente", diz por telefone Fabiano Denardin, editor sênior das revistas e álbuns da DC no Brasil.

"É uma tendência, na verdade. As bancas ficam um canal para revistas, minisséries e alguns especiais. O próprio ´Grandes Clássicos´ continua focado em bancas."

A estratégia da Panini de investir também em livrarias ganhou força no ano passado.

A editora multinacional passou a publicar álbuns de luxo, com capa dura. Alguns traziam histórias clássicas de super-heróis. Outros, minisséries encadernadas.

Nas bancas, a editora é a que mais tem títulos em quadrinhos à venda.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h52
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É necessário pôr limites à expansão dos mangás?

A pergunta que dá título a esta postagem é discutida por Arnaldo Niskier em artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal "Folha de S.Paulo".

Niskier, de 72 anos, é membro da Academia Brasileira de Letras e professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

No artigo, chamado "Mangá e a Transplantação de Cultura", ele relata a cena que viu durante espera no aeroporto de Tóquio.

"Na poltrona da sala VIP, refestelada, uma criança japonesa está inteiramente envolvida pela leitura de uma história em quadrinhos. Aliás, várias histórias e diversas revistas. Todas de mangá, a colqueluche do público infanto-juvenil."

Niskier relata que os mangás já se tornaram um fenômeno globalizado, fruto de um novo cenário globalizado. E conclui:

"Os nossos colecionadores desse gibi dos tempos modernos são numerosos. Livrarias de tradição colocam revitas mangá em suas estantes e ateliês de pintura ensinam a desenhar nesse estilo, que mistura cultura pop com realismo fantástico."

"Conhecer o fenômeno é uma forma de colocar limites em sua expansão, para que prevaleça, no espírito dos jovens, se possível, muito mais a riqueza da cultura brasileira."

É mesmo necessário pôr freio na expansão dos mangás no Brasil? O que você acha?

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h35
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11.02.08

Álbum em quadrinhos vai mostrar histórias do Bope

O filme "Tropa de Elite" ainda "pega um, pega geral", como diz a letra da música tema do longa, cantada pela banda Tihuana. E pega lá e cá.
 
Lá: o público do Festival de Berlim assistiu ao longa na tarde desta segunda-feira. Quem estava na platéia diz que recebeu aplausos modestos.
 
Cá: a atuação do Bope (Batalhão de Operações Especiais da polícia do Rio de Janeiro) vai ser mostrada também num álbum em quadrinhos chamado "Quebrando as Regras do Jogo".
 
O trabalho ainda não está pronto. Leônidas Grego, o autor e desenhista da obra, diz que está "firme finalizando". Produz de duas a quatro páginas por dia.
 
O dia-a-dia do Bope -diz- vai ser um dos elementos do álbum. A história é sobre os morros cariocas e o cotidiano de seus moradores. Entre eles, os traficantes.
 
O noticiário e conversas com policiais são duas das fontes de pesquisa dele para compor a história, que ainda não tem editora definida.
 
"Tem policial que se vende aos traficantes, os que matam sob encomenda e os que trabalham e roubam. Como tem os que tiram todo tipo de proveito por causa da farda", diz.
 
Outra fonte são cariocas que fugiram da violência do Rio de Janeiro e se transferiram para Salvador, cidade onde o desenhista nasceu e mora.
 
E também o livro "A Elite da Tropa", obra que serviu de base para o roteiro do filme de José Padilha. Mas, segundo Grego, a idéia de criar o álbum é antiga, tem cerca de uma década.
 
"Levar para as artes a questão da violência nos morros cariocas não foi um privilégio dos autores do filme", diz, por e-mail. "O Brasil é uma fonte inesgotável para se fazer quadrinhos e cinema."
 
A violência urbana brasileira tem pautado outro trabalho dele, também em produção.
 
"Ginga Pelô", nas palavras dele, "conta a história de um grupo de capoeiristas que combatem o crime de extermínio na cidade de Salvador".
 
Um terceiro trabalho, este já concluído, é "A Cabeça da Noiva". O álbum de terro, escrito pelo jornalista Gonçalo Junior, mostra zumbis cangaceiros no sertão do país (leia aqui).
 
Esse ecletismo de gêneros pautou boa parte de sua produção em quadrinhos. E literária. Tem cerca de 30 livros infantis publicados.
 
Leônidas Grego produziu também um trailer com cenas do novo álbum. 
 
O trailer foi colocado no blog dele. É de lá que reproduzo o vídeo (com a trilha do Tihuana):
 
 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h47
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Site já organiza retrospectiva do humor gráfico de 2008

O ano de 2008 nem bem começou e já tem gente preparando uma retrospectiva.

Os organizadores do site Brazil Cartoon, especializado em humor gráfico, anunciaram que pretendem lançar um anuário com os melhores trabalhos de 2008 mostrados na página.

Cabe aos interessados a participação.

Se o desenhista que quiser integrar o catálogo, tem de enviar o desenho ao site e passar por uma seleção. Pode enviar quantos quiser, mas somente um por dia.

O tema é livre. Só não podem desenhos com conteúdo pornográfico, religioso ou ético.

Segundo os organizadores, a triagem dos trabalhos é diária.

Todos os dias, uma caricatura, um cartum e uma ilustração são selecionados para serem exibidos na área de destaque do site, chamada "Humor do Dia".

É esse material que será usado para compor o anuário.

O Brazil Cartoon, apesar de recente, tornou-se uma referência na área de humor gráfico.

A página virtual mostra resultados de salões de humor nacionais e estrangeiros e promoveu no ano passado o 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica.

Para acessar o site e ter mais informações sobre o anuário, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h32
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10.02.08

Três exemplos de que texto garante uma boa história de heróis

Há uma máxima que circula na área de quadrinhos de que n